domingo, 9 de setembro de 2012

Ciência na Bíblia - A circuncisão no 8º dia


A extração do prepúcio por medidas profiláticas e com forte sentido espiritual começou a ser praticada entre os hebreus nos tempos descritos pelo Antigo Testamento. Chamada circuncisão, a pequena cirurgia é cumprida até hoje pelos judeus, em um importante ritual, quando o menino completa 8 dias de vida. Dados da ciência moderna mostram que nessa idade o bebê apresenta as melhores chances de cicatrização, evidenciando a sabedoria divina nas Escrituras.
“Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações.

Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado.

E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.

O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; (...)”

Gênesis 17:9-12

Segundo estudos baseados nas experiências de fisiologistas do porte do norte-americano Luther Emmett Holt (1855-1924), um dos pediatras mais importantes da história da medicina moderna, um recém-nascido tem uma grande suscetibilidade a hemorragias entre o segundo e o quinto dias de vida. Há dificuldade de o sangramento ser estancado porque um importante elemento coagulador, a vitamina K, é produzida insuficientemente antes do sexto ou sétimo dia.
Mas a vitamina K não é a única substância que age nesse caso. Há um elemento proteico no sangue, a protrombina, que justamente no oitavo dia de vida do bebê eleva-se ao impressionante nível de 110%, decrescendo para os 100% normais no dia seguinte. Além destas duas, há outras 11 substâncias que também agem em conjunto para a perfeita cicatrização, formando o quadro ideal para que a circuncisão seja realizada tranquilamente.
Conclusão: nem antes e nem depois o momento será tão propício quanto no oitavo dia. A ciência comprovou milênios depois o que já constava no Antigo testamento.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

o elogio do amor puro

Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima coisinha, divórcio. O amor passou a ser passível de ser combinado.

 O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença.
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". 
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.


A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. 
By: Miguel Esteves Cardoso, in Expresso

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu e Ele... Não é estranho??

Quando ele não acabou o seu trabalho, digo é preguiçoso.
Quando eu não acabo o meu trabalho, digo: estou muito ocupado

Quando ele fala de alguém, é maledicência.
Quando eu falo de alguém, é crítica construtiva.

Quando ele mantém o seu ponto de vista, é teimoso.
Quando eu mantenho o meu ponto de vista, sou firme.

Quando ele não me fala é uma afronta.
Quando eu não lhe falo é simples esquecimento.

Quando ele é amável, tem uma segunda intenção.
Quando eu sou amável, é porque sou virtuoso.

Quando ele é rápido a fazer qualquer coisa, é descuidado.
Quando eu sou rápido a fazer qualquer coisa, sou hábil.

Quando ele faz qualquer coisa sem lhe pedirem, mete-se no que não lhe diz respeito.
Quando eu faço alguma coisa sem que mo peçam, tenho iniciativa.
Ele é teimoso mas eu sou persistente.

Ele e eu......Sim.... É MUITO ESTRANHO!
by: Y.Bondel


Hum e lembra-te sempre  "A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz para a outra 'O que? tu também! Pensei que eu era o único." --C.Lewis